A Oeste nada de Novo – Erich Eric Remarque

A propósito dos refugiados sírios, da guerra e da estupidez humana, recomendo a leitura desta obra. É uma descrição crua sobre a guerra e os seus intervenientes, não os países, nem os que mandam nos países mas o comum soldado, o que fica estropiado, o que morre, o que vomita.

Deixo um pequeno extrato quando a personagem principal está hospitalizado.

“Não se compreende como em corpos tão mutilados haja ainda caras humanas, nas quais a vida segue o seu curso quotidiano. E, no entanto, trata-se de um só centro de medicina e há centenas de milhares na Alemanha, centenas de milhares na França centenas de milhares na Rússia. (…) Não passa tudo de mentira ou de insignificância se a cultura de milhares de anos não conseguiu impedir que corram estes rios de sangue e que existam, às centenas de milhares tais cárceres de tortura. Só o hospital mostra bem o que é a guerra. (…)

Vejo que os povos são atirados uns contra os outros e se matam sem nada dizerem, sem nada saberem, loucamente, dócilmente, inocentemente.”

Finda a leitura de mais agri que doce livro, fica-nos o sabor a sangue na boca e o coração negro de raiva da estupidez humana que não muda com o acumular de conhecimentos de séculos. Quase um século depois,continuamos com guerras, com mortos, feridos e vítimas inocentes de estupidez humana em prol de um dito bem maior, um país, uma nação, uma crença, que enfim nunca deveriam ter mais valor que a perda de uma vida humana.

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