Da falta de humor à militância vs mérito e continuidade

Na política também é preciso um pouco de tolerância e jogo de cintura e, sinceramente, acho inócua a brincadeira Calcitrin vs Empobrecin. Se quiserem espreitar, vejam aqui.

A rir a rir, mostra o diabo o dente mas quando vemos outras conversas muito mais ácidas entre políticos ou simpatizantes e vemos uma brincadeira assim, a verdade é que rir também é o melhor remédio e temos de nos rir de nós próprios e do nosso Portugal.

Deixamo-nos de rir quando olhamos para notícias que nada têm de novo mas que não deixam de ser preocupantes por não conseguirmos sair da cultura da militância. Muda o governo e mudam os 150 000 funcionários de altos cargos que lhes são atribuídos por uma questão de militância. Não digo que não tenham mérito. Afirmo é que não têm transparência!

Não concordo com cargos vitalícios nem com concursos públicos de design “especializado” semelhante a:

Procura-se Técnico Superior de Agricultura com a tese de mestrado em besouros da batata da região norte.

sabendo à partida que só há uma pessoa com esta qualificação. É feio e pouco realista!

Chegou a altura de criar concursos públicos nas várias instituições cujos cargos sejam sujeito a novo concurso passado 5 anos e cujo júri seja independente bem como a forma de avaliação.

“À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”

Isto remete-nos a uma viagem ao Brasil. À Sra. Presidente não basta ser honesta, tem de parecer honesta… Há que realmente olhar para aquele lado do oceano, povo irmão de língua e raízes, e questionar o que foi ou não sério.

Como um país tão lindo e rico, tem tanta miséria e corrupção. Não deve ser a camada política a mais honesta de todas! Sim, sou lírica e inocente (talvez, não tão inocente) mas a verdade é que os políticos trabalham para nós e nós, portugueses e brasileiros, parecemos ter medo de pedir contas.

Queixamo-nos, refilamos frente ao televisor, mas não conseguimos mudar. Não estou a falar em manifestações ou anarquia. Longe disso. Estou a falar em pedir contas, escrever, enviar pedidos de esclarecimento, ler os editais dos concursos, exigir a existência de um portal onde os concursos sejam expostos e abertos a toda a comunidade, bem como as condições e a seleção listada.

A classe política trabalha para quem a elegeu. Fazem serviço público! Fazem-no porque querem, gostam e desejam. Agora, olhem para o povo e cumpram aquilo que querem e legislam em relação às empresas. Sejam honestos, independentemente do espetro político, que no meu caso, como daltónica política que sou diz-me muito pouco…

 

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