Panama Papers, Angola e abuso de poder

Há tanto a dizer e a ligar estes três países: Panamá, Angola e Brasil. São exemplos de como ser pobre custa, como ser político ajuda e como ser rico transpõe tudo o que consideraria eticamente responsável.

Como pode haver tanto dinheiro escondido e tanta pobreza à vista? Como é possível que Angola peça ajuda para a reestruturação da dívida e a filha do presidente tenha bancos como eu tenho pacotes de esparguete?  Como ter amigos na política faz com que eu não possa ser julgado por um crime que, para já, sou inocente?

O comum mortal tem que pagar os seus impostos até morrer ou então morrer para não ter de os pagar. Isto faz com que um rico seja mais que um imortal… Ele é, de facto, um fantasma, sem nada ou com muito menos que isso. Como podem os países crescer e ter dinheiro para grandes e necessárias reformas se quem paga é quem tem pouco? Há excesso de impostos em Portugal? É provável… Mas se quem tem e pode pagar o fizesse, se calhar para atingirmos o mesmo nível de receita, os impostos poderiam baixar… E nem vou falar sobre a arma perigosa que é um livro… porque o é. Mas como os portugueses sabem, a liberdade de expressão é valiosa em democracia e quando deixa de existir, faz com que nasçam monstros assustadores no seu lugar!

Saber de onde vem o dinheiro de quem enriquece rapidamente, a dita transparência, também deveria ser um dos modelos do mundo novo… E a transparência política… dos que servem o povo e não a si mesmos seria algo do outro mundo… Mas eu preferiria que fosse deste.

Que estas notícias sirvam de despertador para uma nova mentalidade, onde todos os cidadãos se ajudam, sem barreiras económicas e com fortes e sólidas barreiras éticas, e se construa um mundo melhor. Se não o for para nós, que seja pelos nossos filhos!

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