Livrólicos

Há uma sociedade super secreta (ou nem por isso) de pessoas não tão estranhas assim que sofrem de compulsão no que toca a livros. Não é apenas gostar de ler, é cheirar os livros, tocar-lhes, folheá-los e trazê-los para casa. Há os mais modernos que os colecionam em tablets, kindles ou kobos. Há os que não resistem a adotar livros velhos, rasgados e amarelados. Há homens, mulheres, há pessoas mais jovens ou menos jovens, há quem goste mais de policiais ou de romances históricos, há de todas as formas e feitios.

Há mais no que nos une do que o que nos separa e como não nos juntamos para discutir futebol ou religião, não há problema. Somos os que se sorriem ao passar há frente de uma livraria e que sorvemos o odor de um livro novo, que insistimos em nos entortarmos para espreitar o que está a ler quem está à nossa frente na paragem, que perguntamos a opinião a estranhos que estão a ler um livro que já lemos, estamos a ler ou que cobiçamos. E cobiçamos, cobiçamos muito. Não é aquela inveja mesquinha porque o outro tem e também queremos ter. Queremos é ler!

Felizmente, somos generosos e com maior ou menor facilidade, partilhamos e trocamos, vamos às bibliotecas e aderimos ao bookcrossing e compramos livros e compramos estantes e compramos acrescentos para as estantes e colocamos livros à frente e por trás… Ser livrólico não é uma escolha, não é uma opção, não é uma doença. É simplesmente uma forma de ser!

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