Brexit ou o princípio do fim

Muitos dos jovens de hoje e até menos jovens não se lembram dos escudos. Outros não se lembram do tempo em que precisávamos de passaporte para podermos ir comprar caramelos a Espanha. Outros não se lembram de como era complicado emigrar legalmente por causa de todos os vistos de trabalho necessário para poderem ter melhores condições de vida na Europa. Outros não se lembram na dificuldade em exportar tudo o que temos de melhor lá para fora!

A UE, ou CEE, como estudei quando era pequena, abriu-se num sonho para muitos de nós jovens, quando passámos a ser cidadãos europeus. Sim, houve desvantagens mas não podemos nunca esquecer das vantagens.

Com a possível saída do Reino Unido da UE, renasceu um sentimento de xenofobia e racismo, pelos vistos latente embora não percetível, que faz com que o comum inglês se sinta compelido a maltratar os seus congéneres europeus, entre outros, em solo britânico, tal como podem consultar aqui.

Graças à queda das fronteiras internas na europa, muitos foram os meus alunos na área da hotelaria que emigraram para o Reino Unido em busca de melhores oportunidades e, claro, com um salário mais interessante. E puderam, conseguiram e parecem felizes. E agora, o que vai acontecer ao sonho europeu e ao sonho de centenas ou milhares de jovens que começaram a construir uma vida baseada nesse sonho? Será que vão receber cartas destas?

Acredito que muitos britânicos que gostavam de viajar para a Europa onde a libra é mais interessante que o euro, ainda não se tenham apercebido que, de repente, poderão ficar fechados numa ilha mais fria que o Algarve… e bem menos acolhedora!

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