Parques Infantis, Escolas e Afins

Cá em casa somos grandes fãs de parques infantis. São um excelente sítio para as crianças poderem correr, pular, brincar e conviver. No entanto, nem todos são “Amigos das Crianças”.

Eu não posso dizer a um pediatra como curar uma criança ou a um cozinheiro como cozinhar. Também não quero dizer a arquitetos ou engenheiros como planearem ou fazerem parques infantis, escolas e afins. No entanto, fico tentada a dizer, enquanto estão a planificar:

  • Levem o filho, o sobrinho, a afilhada ou a prima aos parques, às escolas e a outros lugares feitos para crianças. Soltem-nos e observem as dificuldades. Ajudem-nos e construam, planifiquem de modo a que eles, sozinhos, sejam capazes de ultrapassar os seus medos e as suas dificuldades de forma realista e adaptada às suas idades.

Na Alemanha ficámos espantados, há 10 anos, como as crianças eram autónomas e com 3 anos faziam slide e mini-arborismo nos parques da cidade de Hamburgo. Nesse verão fomos passar uma temporada por lá para que o nosso jovem, na altura filho único, pudesse praticar alemão.  Desde então, os parques têm evoluído muito.

No entanto, ainda é possível em parques, escolas e afins encontrar pormenores que passaram ao lado. Neste momento, com este calor, o mais visível são os bebedouros para as crianças. São muito altos e é difícil carregar no botão até para um adulto. Agora, tentem pegar numa criança de 4 anos, bem pesadinha, enquanto fazem ginástica para tocar no botão ao mesmo tempo. Parece que estou a jogar ao twister!!! Costumamos levar garrafas de água atrás mas estas tendem a acabar ou, por vezes, ficam em casa.

Nas escolas, só há campos de futebol e nem sempre as crianças podem levar coisas de casa, com medo que se magoem. Macacas no chão, jogos de damas pintadas com peças grandes feitas em material reciclado, jogos da glória ou até tiro às latas com bolas de espuma poderiam ser bons para o recreio. Com pouco, podia fazer-se mais e as crianças poderiam aprender a fazer outros jogos que não sejam só correr atrás uns dos outros.

Aqui fica o apelo. Façam estudos de caso com crianças a sério. Levem-nas… Vejam o que elas gostam, precisam e se conseguem lá chegar!

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