Fukushima, meu amor (Grüße aus Fukushima)

Sessão abertura KINO 2017

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Terramoto (magnitude 9,0), Tsunami e um Desastre Nuclear, … o que mais pode acontecer a duas almas desgraçadas que se juntam neste contexto?
Após a tripla Catástrofe de Fukushima no Japão, em 2011, os caminhos de Marie (alemã cosmopolita) e Satomi (geisha japonesa) cruzam-se e as suas histórias (desgraças) fundem-se pondo a descoberto medos (reais e não só). Num último esforço estas duas almas martirizadas, exaustas e cansadas da sua existência tomam como sua última missão a salvação reciproca da outra. Maria, o elefante branco ocidental, e Satomi, a materialização do tradicional e a última geisha japonesa, descobrem ao longo do filme que viver pode ser tão difícil como morrer, mesmo quando a vida é um sonho de que é necessário acordarem para sobreviver.

Doris Dörrie, cineasta expert em relações humanas, apresenta a preto e branco (“isto porque em Fukushima, depois do desastre nuclear, não existia cor definida”) o desafio titã de duas vidas desfeitas, contudo empenhadas em renascer das cinzas.

 

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