A mulher é uma ilha – opinião

wp-1488927221700.jpg A mulher é uma ilha de Audur Ava Ólafsdótir (adorava saber ler isto corretamente) é um belo romance sobre a busca do equilíbrio e do eu num mar de neve, escuridão, sol e vida.

Custou-me um pouco entrar no livro mas rapidamente me tornei noctívaga para conseguir ler mais umas páginas todas as noites. Temos um tradutora freelancer, apaixonada por palavras, abandonada pelo amante e marido no mesmo dia. No momento em que a sua vida se começa a desorganizar, ganha a lotaria e um filho “emprestado” pela melhor amiga, que está no hospital grávida de gémeos.

Temos então uma viagem de carro pela Islândia com magníficas descrições que são mais do que postais descritivos, são um saborear de sensações para todos os sentidos do leitor. Desde as receitas diferentes para nós mas que quero tentar replicar até ao desejo de ir à Islândia passear pelas paisagens tão diferentes das nossas.

A forma como Ólafsdótir conta a história, o envolvimento com a comunidade local, a relação especial desenvolvida pela personagem principal  com Tumi, o menino surdo mudo, que a levou a aprender língua gestual torna este livro especial.

Aqui fica a sinopse:

No final de um dia em que foi deixada – duas vezes – e em que matou acidentalmente um ganso, uma jovem mulher anseia por umas férias tropicais, longe do caos da sua vida. Porém, os seus planos são arruinados pelo filho surdo-mudo da sua melhor amiga, deixado ao seu relutante cuidado. Mas quando o rapaz escolhe os números sorteados num bilhete de lotaria, partem os dois numa viagem de carro pela Islândia, com o porta-luvas atulhado com parte do produto do seu jackpot. O que começa como uma aventura espontânea vai alterar, de modo inesperado e profundo, a forma como vê o passado e como planeia o futuro.

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