O Medo

Desde o 11 de setembro de 2001 que o mundo foi abalado pela incerteza e, desde então, se luta contra o terrorismo… Mas o terrorismo está cada vez mais próximo. Já passou do Médio Oriente, dos Estados Unidos e assola a Europa.

Hoje uma jovem disse-me que dificilmente quereria aceitar uma bolsa de investigação porque tem medo do que possa acontecer. Eu, ao olhar para as fotografias de Manchester, penso como poderia ter sido o meu adolescente e como gostamos de concertos e como não podemos deixar o medo vencer. Mas, sem querer, vou deixando.

Não gosto de andar de avião desde 2001. Tento viajar apenas o obrigatório de avião para não prejudicar os meus filhos ou o meu trabalho mas se alguém quiser ir por mim,agradeço profundamente. Por exemplo, ainda não consegui ir à Madeira porque alguém achou piada mostrar-me um vídeo de aviões a aterrarem na ilha…

O medo acaba por complicar a vida mas descomplicar é difícil! No caso aleatório do terrorismo não só mata quem o rodeia mas fomenta o medo que acaba por matar-nos lentamente! Como dizer aos nossos filhos para não terem medo, quando nós temos medo! Olhamos para aqueles jovens, pais e crianças que foram a um concerto, a um jogo de futebol ou a um restaurante, passear por Westminster e foram apanhados aleatoriamente.

É fácil argumentar que vamos de carro e alguém nos bate ou que podemos tropeçar e cair e magoar-nos e continuamos a andar de carro e a sair de casa! Não é exatamente a mesma coisa… Também podemos ter medo mas podemos voltar a sentir que podemos controlar o medo, controlar o que nos rodeia.

O terrorismo tira-nos essa sensação (falsa) de poder e é aí que reside a sua verdadeira força. A impotência, o não conseguirmos ser o Super-Homem que com a sua capa protege os nossos filhos contra bombas ou pega no avião e o aterra de forma segura, esse é o verdadeiro poder!

E agora? Como vai fazer esta Europa?

Medo

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