Saudades que tenho da Ruth Marlene

Hoje venho discutir um assunto premente da sociedade portuguesa e, dada a sua relevância nacional, Ruth Marlene foi, em tempos, porta-estandarte do mesmo! Não podemos deixar passar mais tempo sem debatermos esta questão.

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Nestes últimos dias, tenho dado conta que cada vez menos portugueses usam o pisca. Nesses momentos, uma luz acende-se no meu cérebro e a raiva que há em mim grita cantando:

E viram para a esquerda e pisca-pisca, e viram para a direita e pisca-pisca!

Há que dizer que a minha voz interior não é tão gira como a Ruth Marlene, nem é propriamente fã da música em questão, mas ainda é menos fã dos heróis que da faixa mais à esquerda voam na diagonal para a saída mais próxima sem um pisca…

Dos que jogam Frog com carros sem utilizar aquela luzinha fofa que indica que um neurónio decidiu em plena via rápida andar entre os carros para chegar a casa antes que todos os seus parentes devorem o frango em cima da mesa.

Dos que vão devagarinho perdidos na cidade e, de repente, viram à direita porque se apercebem que já deviam ter cortado e nem se dão ao trabalho de piscar pois quem vai atrás é mago e sabe exatamente para onde todos os que o rodeiam decidem ir.

Nestes momentos, sonho que nas aulas de código passem a música da Ruth Marlene até à exaustão e que todos de lá saiam condicionados sob pena de ouvirem a música cada vez que se esqueçam do pisca…

Esta semana acho que já passei por todos os casos de piscas desaparecidos possíveis e, não andasse eu na estrada a uma velocidade moderada, teria tido encontros imediatos com alguns desconhecidos. Não sou dada a esse tipo de promiscuidades mas, se passarem por mim de carro, não hesitem em piscar… E não se esqueçam, piscar não gasta gasolina, é apenas um mito urbano!

Boas Piscadelas!

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