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Mãe de primeira viagem – Guest Post

A Margarida Lozano desabrochou numa linda mãe de primeira viagem e eu tive o privilégio de ir assistindo a esta caminhada, de linda grávida, a Margarida transformou-se numa bela mamã. Hoje partilha connosco estes primeiros tempos e ajuda-nos a focar no mais importante: O Amor!

Não se esqueçam de visitar e seguir as páginas da Margarida, que estão mesmo no fim da página e confirmem ou não como foi a vossa Primeira Viagem como Mães!
Mãe de primeira viagem

Como mãe de primeira viagem, começamos a ter uma perspetiva mais clara da responsabilidade como mãe. Sabemos perfeitamente que é uma grande e importantíssima responsabilidade, mas só temos a noção da sua dimensão a partir do momento em que recebemos uma nova identidade de vida – ser mãe.

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Por mais planos que façamos e tantos testemunhos que recebemos, uma coisa é certa: nem tudo é como pensamos e nem tudo é como nos dizem. Por exemplo, de todos os testemunhos que ouvi sobre partos complicados e dores desesperantes, nunca imaginei eu dizer “foi fácil!” – E realmente foi. O meu parto não foi difícil, foi tranquilo, e mesmo com a utilização de ventosas correu tudo bem. Sim, antes da epidural as dores existiram, mas mesmo assim não foi o suficiente para dizer «que complicado, foi um trabalho de parto horrível». Isto para dizer que nem sempre as coisas correm como dizem e receamos. A minha experiência acabou por ser muito positiva (ao contrário do que pensava), mas cada caso é um caso.

A partir desse momento, a nossa vida é transformada por um ser tão especial. Tão pequenino, mas com uma capacidade inimaginável de tocar o nosso coração. Sentimos um amor tão arrebatador e difícil de definir.  Nos primeiros meses tive a sensação de tudo parecer um sonho – aquela sensação de acordar todos os dias e não “acreditar que ele está aqui ao meu lado”. Sentimos uma felicidade extrema.

Tudo o resto é desafiador. Vamos saboreando esta nova identidade (o de ser mãe), temos de saber gerir a nossa nova ocupação e focar exclusivamente no bem-estar do nosso filho. A privação de muitas coisas também pode causar um impacto muito grande a nível psicológico – não me refiro apenas à privação do sono, mas também de quando me apercebi que estava a “desaparecer do mapa” no que toca a vida social. Podemos ter conhecimento da grande parte das privações, mas vamos descobrindo outras mais. Estes desafios ensina-nos a ter uma maior consciencialização, a ter mais sentido de responsabilidade e, o mais importante, ensina-nos a amar incondicionalmente.

No que toca ao bem-estar de um filho, há sempre uma questão que esvoaça em cima das nossas cabeças e não nos deixa estar tranquilas: será que estarei a fazer bem? É uma luta interior muito grande. Como mães, começamos a pensar que a culpa é nossa quando algo não está correto.

Mamã, se não consegue colocar a sua casa o mais limpa e arrumada possível, cozinhar, tratar da roupa, fazer o bebé dormir por mais esforços que tenha feito, tomar conta dos recados, ou ter um momento tranquilo… Calma e respire fundo… a culpa não é sua e não está a fazer nada de errado, simplesmente é difícil. Apesar de difícil, está a fazer o seu papel com dedicação e amor. Quando olha para o seu ser humano tão pequenino tudo vale a pena. Sinta mais gratidão por si e tente desfrutar a maternidade o melhor que consegue.
Não está sozinha.

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Leves e ausentes

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