Na senda da sustentabilidade – Zero Waste

Nas duas semanas, teremos a Fiona como nossa convidada, que fará uma introdução a uma vida mais sustentável, através de 10 conselhos fáceis de seguir. Teremos 5 esta semana e 5 na próxima! Muito obrigada por ter aceite o meu desafio 🙂

Creio que com pequenos passos podemos ir mudando o mundo aos bocadinhos. Não se mudam mentalidades ou hábitos de um dia para o outro mas, aos poucos, podemos ir melhorando e alterando alguns dos nossos hábitos!

Fica aqui a introdução da Fiona. Não se esqueçam de seguir mais ideias maravilhosas no seu instagram.

Chamo-me Fiona, tenho o privilégio de ser mãe de um adolescente e uma pré-adolescente incríveis, vivo perto da maravilhosa serra de Sintra, adoro fotografar e cozinhar, por isso, se quiserem podem acompanhar-me na minha muito recente página de instagram:

https://www.instagram.com/asminhasmelhoresreceitas/

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Para quem está a pensar começar a reduzir o lixo doméstico, aqui ficam os meus primeiros passinhos nesta recente caminhada. Estas mudanças são simples, poupam-nos dinheiro, contribuem para preservar o mundo em que vivemos e ainda ensinam aos nossos filhos a valorizar a Natureza e recursos.

10 passinhos que podemos (facilmente) dar, em família, para começar o nosso caminho zero waste:

  • Fazer o saco do pãoFiona1

No meu caso a máquina de costura estava esquecida a um canto e foi a minha filha que decidiu aprender a costurar. Primeiro fez o saco do pão e depois o saco das sandes que leva para a escola, e tudo isto acabou por se transformar numa divertida actividade de família. Além disto podem também evitar os sacos de compras, levando sempre um saco quando vão ao mercado ou supermercado. E se quiserem ir mais além, podem também utilizar sacos pequenos para evitar os sacos de plásticos transparentes, que normalmente acabam por servir apenas uma vez, para transportar os alimentos da loja até casa.

  • Usar guardanapos de tecido

Depois de vários anos a fazer lanches para os meus filhos comerem na escola, comecei a achar que estava sempre a repetir o mesmo desperdício. Todos os dias gastava dois sacos de plástico e quatros guardanapos de papel e afinal era tão simples comprar quatro guardanapos de tecido para embrulhar a comida e fazer dois sacos de tecido para a transportar. Além do dinheiro que poupei com os descartáveis, também evitei produzir lixo e assim deitar fora 656 guardanapos de papel e 328 sacos de plástico, em média por cada ano lectivo.

  • Usar garrafas reutilizáveis

Ainda no tema dos lanches faltava resolver a parte da bebida. Gradualmente os pacotes de sumo e de leite de soja foram desaparecendo. Passei a enviar para a escola uma garrafa de água de plástico por dia que depois passou a ser uma por semana, que se voltava a encher para ser utilizada no dia seguinte. Depois de algum tempo deixei de comprar garrafas de água pequenas e decidi comprar garrafas de plástico reutilizáveis. O próximo passo será termos todos garrafas de vidro reutilizáveis.

  • Utilizar sacos reutilizáveis para guardar comida no congelador

Como deixei de comprar sacos de plástico pequenos tive de resolver a questão de como guardar a comida no congelador. Lembrei-me dos sacos zip e acabei por encontrá-los. Assim, uso-os para colocar os alimentos e com uma caneta de álcool escrevo qual o conteúdo. Quando vou consumir o alimento e depois de retirá-lo, lavo bem os sacos, seco-os e estão prontos para serem reutilizados. Tenho 20 sacos e chegam-me perfeitamente. Para um congelador pequeno são o ideal porque ocupam muito bem o espaço. Há outras soluções como embalagens de vidro ou embrulhar os alimentos em pano, mas por enquanto esta é a solução que funciona para nós.

  • Destralhar

Foi aqui, na realidade, que começou a minha mudança. A certa altura da minha vida achei que era mais conveniente ficar com o menor número de coisas possível e desfazer-me do não pudesse transportar eu própria. Foi assim que comecei a esvaziar a minha casa. Depois fui ficando fascinada por imagens de pessoas comuns que quase não tinham posses, achava que eram mais livres porque não estavam presas às suas coisas e mais focadas no que as faziam felizes. Mais tarde, cruzei-me com o livro da guru da organização: Marie Kondo e aprendi que ela guardava apenas aquilo que a fazia feliz. E por fim, cruzei-me por acaso com o livro da fundadora do movimento zero-waste: Bea Johnson e quando vi os vídeos que ela tinha no seu site fiquei fascinada! Ela vivia muito bem com quase nada e assim acabava por poupar bastante dinheiro, produzir muito menos lixo, poupar tempo e focar-se no que ela e a família mais gostavam de fazer! Aos poucos tento encontrar o meu caminho nesta atitude em que “menos é mais”.

 

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