Ao escrever estas palavras, tenho um marido de cama com febre e uma constipação galopante. Já todos estivemos doentes, em junho, cá em casa. É difícil encontrar o lado bom, quando em junho levantamos a persiana e está frio e a chover no mês em que devia chegar o verão.

Por vezes, no meio deste nevoeiro, precisamos de procurar mais para sermos felizes. As manhãs custam mais, como se a natureza estivesse contra a felicidade que vem com o calor e o cheiro que exala dos Jacarandás.

São as pequenas coisas que fazem a diferença. Os pequenos gestos, as palavras de apreço e os abracinhos quentes que confortam o nosso coração. A esperança que os dias quentes de verão venham e que possamos aproveita-los numa esplanada qualquer, observando os nossos filhos felizes a brincar na relva ou na areia, beijados pelo sol…

Enquanto isto não passa de um sonho, procuramos o sorriso alheio no rosto de uma criança, dizemos bom dia a quem passa, colocamos as músicas preferidas no carro e cantamos bem alto na 2ª circular, compramos um muffin de chocolate daqueles com cubinhos de chocolate e ainda semi-húmidos e sentamo-nos a saborear por entre um raio de sol.

Há que encontrar sempre o arco-íris no meio da chuva fria de junho e aguardar que as constipações desapareçam e o bom tempo regresse às nossas casas! Agora, vou só ali beber um leitinho quente com mel e já volto!

 

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Posted by:Silvia Reis

Former Higher Education Teacher, now working as a freelance translator and a full time mom...

2 replies on “O ano em que o mundo gelou em junho

  1. Ninguém merece. E nos países nordicos dias solarengos há um mês. As alterações climáticas são uma dura realidade =(
    Neste momento só penso ok ok ao menos o meu quarto sótão não está sauna… ainda.

    As melhoras pra família!

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