Os  nossos filhos são bilíngues. Na teoria, sabem português e alemão, embora o seu nível de proficiência dependa um pouco das experiências diferenciadas que tiveram. Quando eram menos e mais pequenos, um dos tipos de férias que mais apreciávamos era ir para a Alemanha e abandonar o nosso filho (na altura, único) no parque.

De que maneira é isto ecológico, questionais vós. Porque, o que fazíamos era ser como os romanos, neste caso em particular, como os alemães.

Ainda antes de haver Airb’n’b, já alugávamos apartamentos em zonas menos turísticas, andávamos a pé, tanto quanto possível, ou de transportes públicos, comíamos o que os locais comiam e educávamos o nosso filho à mesma maneira que os outros faziam.

O próximo passo será andarmos de bicicletas atrás. Estamos só à espera que o mais novo ganhe autonomia para seguir connosco, sem esforço extra.

Na altura, os parques infantis alemães, que frequentávamos, eram frequentemente feitos de madeira e com um nível de dificuldade muito superior aos portugueses. As crianças com dois, três anos podiam subir barreiras enormes, aranhas gigantes e até fazer slide, com uma agilidade muito superior à de uma crianças portuguesa porque os pais, literalmente, os abandonavam no parque e se sentavam a ler, a conversar ou a comer, enquanto os petizes brincavam à vontade. Ali, o filhote tinha que aprender a comunicar e a pôr em prática a língua que já conhecia em casa.

Seja para melhorar ou para aprender uma nova língua, ir ao país e submergir-se de verdadeiras experiências com habitantes locais, é o melhor caminho. Mesmo que não queiramos melhorar uma língua estrangeira, cai sempre bem fazer um esforço para aprender o básico!

Na altura, já se usavam os sacos de panos nos supermercados, hábito que trouxemos de volta e que agora vemos, tão frequentemente. O ideal é sempre evitar levar sacos plásticos, à excepção dos reutilizáveis para proteger de acidentes tipo “O champô abriu-se”.

Não somos grandes fãs de souvenirs mas quando é para trazer algo, é pequeno e local. Pessoalmente sou fã de comida local e é isso que costumo trazer… Dura pouco, mas a recordação dura para sempre!

Apesar de nos parecer que vamos sempre muito carregados de férias, a verdade é que para 5 pessoas, um cão e um gato, até vamos mais ou menos leves. Uma mochila de roupa, toalhas e afins e uma pequena mochila com brinquedos e livros para cada um, parece-me exequível… O gato e a cadela só têm direito a um saco e têm de partilhar.

Dentro do tipo de Romanos, sejam bons romanos! E Boas férias!

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Posted by:Silvia Reis

Former Higher Education Teacher, now working as a freelance translator and a full time mom...

2 replies on “Dicas de Sustentabilidade: Em Roma, sê Romano

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